Budismo Tibetano

O budismo foi levado da Índia para o Tibete ao longo de muitas gerações, começando com o rei Songtsen Gampo no século VI d.C, e foi finalmente estabelecido como a religião oficial durante o reinado do rei Trisong Deutsen, no século VIII. O budismo tibetano é único pela forma com que une os vários níveis e métodos de aprendizado e prática budista. Assim, a disciplina monástica hinayana constitui a base que sustenta a preservação dos estudos e sabedoria, ao passo que o treinamento da mente, ensinado pelo mahayana, é praticado igualmente pela sanga monástica e leiga.

A disciplina vajrayana toma como o caminho a visão de um praticante que atingiu a fruição da iluminação; esse é considerado o ápice da teoria e prática budistas. Embora a abordagem vajrayana, devido à sua profundidade, fosse praticada em sigilo na Índia, ela veio a ser praticada abertamente no Tibete. A história do budismo tibetano contém o testemunho de milhares de pessoas que alcançaram a liberação ao praticar o caminho budista; por conseqüência, o budismo floresceu no Tibete. Na esteira da invasão comunista nos anos cinqüenta, lamas tibetanos foram para o exílio e, desde então, têm sido convidados a ensinar por todo o mundo.